Domingo, 24 de Outubro de 2010

Insomniac Love #2

Não sei que fazer para ternamente chegar até ti, não sei que dizer para simplesmente te mostrar o quanto me preocupo ou até mesmo o quanto gosto de ti, mostrar-te o quão patético chega a ser a forma como sinto a tua falta de dia para dia, por vezes até de hora a hora. É irracional o modo como tudo muda com o simples mexer dos teus lábios, com um simples olhar ou como o mero odor do teu perfume me delicia sem igual; tudo em ti encanta sem que seja essa a tua vontade ou necessidade, és naturalmente cativante.

Mostrar tão somente como consegues tão bem quebrar toda e qualquer barreira que pudesse tentar colocar entre nós, não que alguma vez sequer o considerasse; louco seria quem quisesse afastar-se de algo que tanto agrada mesmo em prejuízo de todo um coração despedaçado pela perfeição que não pode beijar ou de um suspiro que não pode roubar, ou simplesmente um lado lunar que não consegue conhecer por completo. Terrível esse sentimento de que há tanto mais em ti do que a mente é capaz de imaginar e mesmo assim incapaz de alcançar e que coração algum aguentaria um dia.

É horrível quando a arte e a inspiração não são capazes de rivalizar em grandeza com o querer, quando as palavras não chegam e os actos parecem comuns por demais, quando se eleva tudo a um plano acima da simples existência, quando o tempo e o local deixam de ter significado num contexto geral de infinito, quando nada mais existe, senão tu e tudo o quanto despertas...

1 comentários:

ainos disse...

wow. Então e... escrever um livro, não?